REGULAMENTO CAMPEONATO NACIONAL UNIVERSITÁRIO DE SURF

1. Âmbito
O presente regulamento visa estabelecer as condições em que se deverão desenrolar as provas de Surf e Bodyboard de âmbito nacional universitário, organizadas pela Academia de Surf da Universidade Lusófona e homologadas pela Federação Portuguesa de Surf e Federação Académica do Desporto Universitário. A generalidade das normas descritas segue os regulamentos utilizados pela Federação Portuguesa de Surf, em vigor nas competições nacionais da modalidade. Neste sentido, todas as situações omissas no regulamento do Campeonato Nacional Universitário, poderão ser consultadas nos regulamentos da Federação Portuguesa de Surf ou inclusivamente no regulamento de eventos desportivos universitários da Federação Académica do Desporto Universitário.

2. Inscrições
a) Condições necessárias para a inscrição no campeonato nacional universitário:
- Ser aluno universitário com cartão de estudante válido e actualizado no corrente ano lectivo ou ter terminado o curso no ano lectivo anterior ao ano civil da realização do circuito.
- Estar filiado na Federação Portuguesa de Surf e abrangido pelo seu seguro desportivo ou estar abrangido pelo seguro desportivo da sua associação académica ou em último caso subscrever o seguro desportivo da FADU que implica uma taxa adicional.
b) O valor das inscrições é definido pela entidade organizadora, cujo valor para a competição 2010 é de 10€ por atleta.
c) As inscrições serão sempre efectuadas nas associações de estudantes da universidade de onde os atletas são provenientes, altura em que o aluno deverá efectuar o pagamento da inscrição, facultando todos os dados necessários para formalizar a mesma e preenchendo algum formulário para o efeito. As associações de estudantes por sua vez enviarão a listagem dos seus inscritos e respectivos pagamentos para a FADU, cumprindo o prazo limite estabelecido para esta operação.
d) O prazo de inscrição para o campeonato termina cerca de uma semana antes da data da prova. Neste caso, todas as inscrições 2010 deverão ser enviadas para a FADU até às 23h do dia 9 de Abril de 2010.
O Director Técnico da Prova terá obrigatoriamente que ter em seu poder no dia seguinte ao período limite de inscrição, a listagem de todos os atletas correctamente federados e devidamente inscritos, a fim de confirmar a validade de cada uma das inscrições e proceder à construção das baterias e do respectivo quadro competitivo.
e) Se houver inscrições enviadas para a organização fora do prazo, esses atletas ficarão numa lista de espera que funcionará apenas para a 1ª ronda do campeonato e que ficará condicionada pelas faltas de comparência de outros atletas inscritos e pelo limite de lugares na grelha de baterias. Caso não haja vaga na competição, o valor da inscrição não será reembolsado.

3. Check-in e presenças dos atletas
a) É obrigatório o check-in de todos os atletas na área de prova, no espaço reservado para o efeito, de forma a anunciarem a sua presença no evento antes de levantarem de lycra de competição.
b) Durante o check-in todos os atletas terão que mostrar ao director de prova o cartão de estudante e o cartão de federado ou comprovativo de seguro desportivo da sua associação académica, sob pena de não poderem levantar a lycra de competição.
c) É obrigatória a presença dos atletas finalistas nas conferências de imprensa e entrega de prémios relativa ao campeonato, expression sessions ou tag-teams. A falta de comparência será punida nos termos do ponto 12.

4. Normas de ordenamento dos atletas no quadro competitivo (seeding) e de atribuição de pontuação e classificação
a) A ordem de seeding na competição será sempre baseada nas pontuações dos rankings finais dos dois anos transactos. No caso da realização de quatro ou mais etapas, os cabeças de série vindos do ano anterior serão fixos durante as duas primeiras etapas, passando a vigorar nas etapas seguintes o ranking do circuito actual.
b) O campeonato nacional universitário 2010 é composto por uma única etapa, pelo que os seus resultados serão decisivos para a classificação do ranking final.
d) O ranking global de universidades é calculado apenas com base no somatório de pontos dos 3 melhores atletas de cada universidade e apenas estão contempladas nesta classificação colectiva, as universidades que participarem com um mínimo de 3 atletas na prova. Em 2010, serão atribuidos dois títulos colectivos absolutos individualizados, designadamente, haverá um título de Universidade Campeã Nacional absoluta de Bodyboard e Universidade Campeã Nacional absoluta de Surf.
e) Em caso de falta de comparência de um atleta, não acontecerá qualquer tipo de reordenamento nas baterias, sendo seguida a normal progressão de prova, mesmo que isso signifique ter baterias incompletas.
f) Em caso de uma falta de comparência de um atleta que já havia avançado no quadro competitivo, o heat tem de ter a totalidade do tempo, pois o surfista em falta poderá aparecer durante o periodo de tempo do mesmo.
g) Para evitar faltas de comparência só serão colocados nos heats atletas com a inscrição confirmada. Os heats devem ser afixados (sempre que possível) no dia anterior ao início de prova no palanque do campeonato. No caso disto não ser possível deverão estes ser afixados no local onde o staff técnico estiver instalado ou ocasionalmente em outro local estratégico.
h) Surfista cabeça de série que esteja inscrito e que inicie a sua prova em heat onde automaticamente tenha direito a pontos, apenas terá direito aos mesmos se entrar na água.
i) Em caso de lesão comprovada ou outra indisponibilidade para entrar na água, o atleta terá que levantar a lycra de competição no momento da sua bateria, para que seja possível atribuir-lhe os pontos, sem que se cumpra o disposto no parágrafo anterior.
j) Um atleta que não surfe no evento, faltando ao primeiro heat em que deveria competir, não receberá quaisquer pontos. Faltando a um heat após já ter competido, receberá a classificação de quarto lugar nesse heat, não perdendo a pontuação dessa classificação.
l) Qualquer competidor uma vez eliminado não poderá reentrar em competição em nenhuma circunstãncia.
m) Na categoria Masculino, as baterias são compostas exclusivamente por atletas do sexo masculino e na categoria Feminino, as baterias são compostas exclusivamente por atletas do sexo feminino.

5. Julgamento
a) A selecção dos juizes será efectuada pelo conselho de arbitragem da F.P.S. Em todos os eventos o painel deverá ser constituído por um mínimo de 5 juizes, estando 4 a julgar simultaneamente (incluindo finais), mais um chefe de juizes. O chefe de juizes e o director técnico têm poder para realizar as substituições necessárias para garantir a qualidade e coesão do painel de juizes durante a competição.
b) O campeonato poderá decorrer em palanque duplo, caso o número de inscritos na prova implique essa necessidade.
c) Juízes e atletas devem esperar que a tabulação esteja finalizada para consultarem as folhas de heat.
d) Nenhum juiz poderá comentar as hipóteses de sucesso de qualquer competidor na prova, ao público, media ou competidores, sob pena de expulsão do painel e posterior sanção.
e) Tabela de Pagamento a Juízes conforme regulamentos da FPS (actualizado em 2009):
Juiz A - 47€ dia
Juiz B - 37€ dia
Juiz C - 26€ dia
Chefe Juízes - 72€ dia
Director Técnico - 72€ dia
Subsidio de deslocação (um único sentido):
0 a 50 km - 15€
51 a 100 km - 35€
101 a 200 km - 58€
201 a 300 km - 75€
mais de 301 km - 95€

6. Tempo e contagem de ondas
a) Tempo mínimo de heat: 15 a 25 min ou 20 a 45 min nas Finais.
b) Contagem de ondas: maximo 10 ondas ou 15 ondas apenas nas Finais.
c) Será feita uma tentativa de informar os competidores da realização das suas últimas ondas na bateria (10ª ou 15ª) e o surfista que se mantiver na água após a realização do seu limite de ondas será punido com uma interferência:
- se surfar uma onda extra privando ou não outro competidor de a surfar
- se interferir com outro competidor por remada, posicionamento ou outra razão
e) Os tempos oficiais de todos os heats serão definidos pelo chefe de juizes.
f) Todos os heats devem começar a partir de uma área limitada na zona de rebentação ou praia, sob a direcção de director técnico.
g) Deverá ser usada uma sirene ou toque de buzina para começar e acabar os heats; um toque para começar e dois toques para acabar. O chefe de juizes indicará o começo do heat.
h) Um aviso visual dos 5 minutos finais deverá ser dado antes do final de cada heat. Um sistema de disco colorido com pelo menos um metro quadrado deverá ser usado; verde para começar e amarelo ou vermelho para os 5 minutos finais. O disco deverá estar em posição neutral assim que o comentador atinge o zero na sua contagem regressiva e o campeonato fica em periodo de espera entre baterias.
i) O comentador deverá efectuar uma contagem regressiva de 5 segundos no início e fim do heat.
j) Qualquer surfista que apanhe uma onda antes/após o seu heat e que a surfe durante o heat anterior/seguinte será penalizado com uma interferência.
l) Uma onda surfada durante o heat mas iniciada antes do momento do toque de início do heat não será contabilizada. m) Durante o heat o surfista deve dominar claramente a onda na parede, em posição de equilíbrio, com as mãos fora dos rails (grab-rails excluídos), para a onda ser pontuada.
n) Em circunstância alguma deverá ser dado qualquer prolongamento de tempo após o heat ter entrado na água. No caso de um heat ser interrompido por qualquer razão, será parado pelo director técnico ou chefe de juizes e será reiniciado no tempo de duração até ter sido interrompido e disputado até completar o tempo originalmente estabelecido.
o) Em uma situação de prioridade man-on-man, o recomeço deverá ser efectuado na linha de rebentação e respeitando quem possuía a prioridade na altura da interrupção. Haverá excepções se o chefe de juizes em acordo com o director técnico, acharem que o heat deverá ser re.disputado, devido a ninguém ter tido uma vantagem definida na altura da interrupção.

7. Regras gerais
a) Não é permitido, seja quais forem as circunstâncias, a um patrocinador de um evento forçar os competidores a usar qualquer tipo de roupa ou wetsuits, como condição de participação no evento, excepção feita à lycra identificadora do competidor.
b) Os competidores têm de usar as lycras de competição desde o momento do check-in no Beach Marshall até à sua devolução no final do heat e se apropriado durante a entrega de prémios ou serão sancionados nos termos do ponto12.
c) Para que um evento possa decorrer as ondas têm que ser consideradas surfáveis em tamanho e forma na opinião do director de circuito e director técnico da prova.

8. Áreas de competidores
a) Todos os eventos deverão ter uma área de competidores isolada da chuva e abrigada do sol, com vista para a área de competição, com segurança e de tamanho razoável para a descontracção e armazenamento de material, existindo igualmente água potável.
b) Os surfistas são responsáveis pela sua conduta nesta área podendo ser sancionados nos termos do regulamento disciplinar da FADU.
c) O director técnico deve, sempre que possível, providenciar o acesso dos competidores a uma área de treino, uma hora antes, durante e depois do periodo de competição.

9. Protestos
a) Sempre que não seja apresentado protesto, uma decisão de pontuação julgada e após ter sido tomada, torna-se irrevogável, independentemente da prova que se fizer em contrário.
b) Uma vez tomada a decisão por parte dos juizes, não poderá ser utilizado outra forma de protesto que não seja dirigido por escrito ao chefe de juizes/director técnico. O processo de protesto com o director técnico será preencher o formulário de protesto disponível e devolver o formulário ao director técnico que o entregará ao chefe de juizes (se for o caso) que após análise da situação deverá efectuar a decisão por escrito.

10. Tabulação
No sistema manual ou computadorizado durante a competição a nota mais alta e mais baixa de cada onda é eliminada, sendo as restantes somadas e divididas pelo mesmo n.º de notas lançadas pelos juízes para assim se achar uma média final. No caso de só existirem 3 juizes todas notas serão somadas e achada a média. No final do heat as melhores ondas do surfista, como definido nas condições de prova, serão somadas. O surfista que obtiver o maior somatório deverá ser considerado vencedor.

11. Empates
a) No sistema manual ou computadorizado: o desempate será desfeito somando (se estivermos numa situação de 3 melhores ondas) as duas melhores ondas, seguido da melhor onda, se mesmo assim o empate permanecer recorrer-se-á às quatro melhores ondas, cinco melhores ondas, etc. Apenas em casos de empates não resolúveis haverá uma nova disputa do heat entre os envolvidos.
b) Em caso de empate pontual no final do Circuito e para atribuição do título de Campeão Nacional, no caso em que não seja de todo possível o desempate entre os atletas empatados, será apenas entre estes disputado um heat para decidir o título, o qual será atribuído ao vencedor do mesmo sem qualquer outra consequência ao nível da sua pontuação final.

12. Disciplina
As situações não previstas neste item deverão ser remetidas para o regulamento disciplinar da Federação Académica do Desporto Universitário e resolvidas pelo Conselho Disciplinar do evento, constituído pelo director de prova (representante da entidade organizadora do evento), director técnico da competição (representante da Federação Portuguesa de Surf) e representante da Federação Académica do Desporto Universitário presente na praia.
a) Rasgar ou escrever nas folhas de pontuação dos juizes - €25
b) Conscientemente usar a lycra de competição incorrectamente - €25
c) Não trazer a lycra vestida até ao Beach Marshall - €25
d) Free surf na área de competição durante os heat - €50
e) Surfar durante o heat anterior/seguinte àquele em que compete será atribuída uma interferência.
f) Falta de comparência às funções da imprensa se solicitado - €50
g) Falta de comparência à entrega de prémios - €25 + perda de premiação
h) A decisão de aplicação da pena será comunicada por escrito ao infractor através da F.P.S. e salvo reclamação da sanção por parte do atleta visado, que poderá ter efeitos suspensivos da pena ou não, o não pagamento da sanção aplicada implicará a suspensão do atleta de todas as actividades competitivas.
i) O infractor poderá recorrer da decisão para o Director Técnico Nacional.

13. Situações não previstas
As situações não previstas serão resolvidas de acordo com o regulamento da FPS ou FADU, sendo as decisões finais da sua aplicação da responsabilidade da entidade organizadora do circuito, a Academia Lusófona Surf.

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